sábado, 2 de abril de 2011

Janela

É ali da calçada sob o som do trânsito: carros, ônibus, buzinas e por vezes sirenes. Sob sol, sob a sombra das árvores ou até mesmo sob pingos de chuvas. Era dali que eu olhava a janela. De início eu não sabai qual era. Eram quatro janelas e ficava imaginando qual seria, a imaginação percorria e voava até àquele andar. As vezes luzes acesas, as vezes só a cortina clara.
Um dia, a felicidade apareceu em forma de anjo. Linda, bela, demais. Sorriso sempre lindo, cabelos lindos, roupinha que mesmo sendo supostamente jogada ou pijamas eram o adorno de tanta beleza.O barulho do caos no trânsito tenta atrapalhar, mas nada afeta minha admiração, nada atrapalha a visão de tanta beleza. A noite só a silhueta da beleza de dia o brilho de tanta formosura. Uma princesa em seu castelo moderno, e eu, ali de baixo longe de ser um príncipe, mas tentando se tornar pelo menos o bobo da corte daquele reino. Mesmo de baixo a beleza é enorme, o sorriso mais intenso, o biquinho mais charmoso. Vê-la independente do local é sempre um prazer, mesmo estando escondido atrás de uma árvore. Vê-la é sempre admirar um bem de Deus. Vê-la é saber que algo de tão belo pode ser admirado mesmo escondido ou de baixo da janela.
Ai janela, porque escondes tanta beleza. Ai janela, quem dera eu pudesse abri-la e ver quem você guarda. Janela serás minha companheira e sempre te olharei com um olhar pidão. Ai janela, queria que você voltasse a se abrir e revelasse o sorriso que tanto adoro ou até mesmo o biquinho lindo.
Janela serás minha companheira e não te abandonarei. Ja nela serei teu maior admirador, não diariamente, mas algumas por semana eu te admirarei. Será o meu momento do dia em que tentarei estar mais próximo.

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