domingo, 5 de junho de 2011

Retrato da Noite de um Apaixonado

Saio para comprar algo e deixar em algum lugar para ver se você vê. Penso que se tudo tivesse dado certo, corrido bem a esta hora eu estaria sendo corroído pela ansiedade, pela vontade de lhe ver, pela incerteza do reencontro. Contudo, quem agora me corrói é a saudade e a tristeza.
O coração está apertado e o olho brilhando de lágrimas presas pelo machismo. Comprei o objeto e vou voltando para o carro. Olhei para o céu e quem eu vejo? A lua em forma de sorriso. Queria tanto naquele momento imediato lhe falar sobre ela, mas estou impedido.
Só que com mais este fato uma lágrima se precipita em meu rosto. Penso comigo mesmo, não tem problemas, foi só uma lágrima.
Ao entrar no carro começar a dirigir e ligar o rádio vem o maior golpe, golpe inesperado, o golpe de misericórdia para derrubar toda e qualquer resistência que existia em mim para o choro. Começa a tocar a seguinte música:

Eu!
Não vim aqui
Pra entender ou explicar
Nem pedir nada prá mim
Não quero nada prá mim...
Eu!
Vim pelo que sei
E pelo que sei
Você gosta de mim
É por isso que eu vim...
Eu não quero cantar
Pra ninguém a canção
Que eu fiz pra você
Que eu guardei pra você
Pra você não esquecer
Que eu tenho um coração
E é seu!...
Tudo mais que eu tenho
Tenho tempo de sobra
Tive você na mão
E agora
Tenho só essa canção...

Aí foi covardia. Como um reflexo o choro brotou de dentro de mim com uma força estúpida, choro com uma criança desesperada. Neste momento já estava dirigindo e gritando de tanto chorar, que dor da saudade e da vontade de estar perto. Penso que não vou resistir.
Parei o carro porque já não enxergava mais nada.
Quando as coisas calmaram mais volto a dirigir e chego no local desejado. Saio do carro enxugando as lágrimas e o nariz e o pensamento constante mnão posso olhar para o céu, não posso olhar para o céu.
Dou um pequeno pulo e deixo o obejto no local, nem percebo se ficou direito. No entanto, ao voltar para o carro novamente olho para o céu e encontro a lua e aí volto a me entrengar aos prantos.
Corro para entrar no carro e não ser flagrado na rua chorando, e lá termino de derramar tudo que me corrói por dentro de mim.
Voltando para casa quem me acompanha sempre ao lado, a lua sorrindo e faznedo eu lembrar de quantas vezes eu pedi para você vê-la.
O rádio volta a tocar uma outra música e dessa vez era a da lua brilahndo ao céu. A primeira mpusica que cantei para você e em casa quem enfeita a sacada. Ela a própria lua sorridente.

Esta foi a descrição de minha saída do trabalho.
Boa noite e bons sonhos!

Nenhum comentário: